quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

(in)versos próximos


Faltam poucos minutos para a quarta virar quinta.
Como há quase quatro anos, quando surgiu este Clã
Hoje, pela primeira vez desde então, no teu dia
Uma quarta virará quinta aqui no teu canto.
Sei que no canto onde estás agora, já é quinta
Mas aqui, onde sentiste pela primeira vez o ar
Onde teu choro primitivo foi ouvido pelos seus,
Aqui, ainda é a quarta do teu dia.
Como aquela quarta do meu dia, em 2014.
Não vim aqui rimar, nem lamentar uma prosa distante.
Meus versos, inversos ao niilismo
Apelam aos muitos elos que nos unem
E que ficam mais vivos toda vez que uma quarta
Está prestes a virar uma quinta!

Despido, pois, de pretensão estética
Fingindo evitar toda rima poética
Exponho aqui minha dialética
Só para afirmar, em um único verso
Nossa amizade é da medida do universo!

Cito-a devolvendo-te a ti:

“Hoje, um Dia do Curinga, aniversário desse meu amigo-irmão tão distante e tão presente em minha vida, tenho como comemorar apenas utilizando como presente um subterfúgio cibernético que pretendo que nos una em rimas...“

Amém!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Tempo de Decolar!

        O Clã Curinga floresceu em 2015, um Ano de Copas, cheio de dias inspirados, onde a poesia das horas pedia ao menos uma tradução semanal!
        Então veio um duplo Dia Do Curinga, anunciando o começo de um Ano de Espadas. "Feche a tela e vai viver". Foi o que fiz ao escrever e desligar a tela: pedalei 300 km e, depois de todo este suor, preparei-me para a aridez da luta seca que o tempo de espadas exigiria.
        Silenciei eu, silenciou a Dama-Curinga, silenciou a Pequena Clown...
        As palavras pediram colo. Nós mesmos, criadores destes ordenamentos de palavras aqui, muitas vezes precisamos também de colo. Silenciamos chorando. Muito. Mas também silenciamos gargalhando! Ouviu-se alguma dessas gargalhadas aqui no Clã? Não! Silêncio! Ainda que gritando... Não se ouviu mesmo? Nunca ouviram as guitarras distorcidas do silêncio, aquelas mesmas de que nos falou certa vez a Pequena Clown?
        E foi ela quem não suportou calar! Sem aviso prévio veio aqui e gritou em inglês! Fez o que é uma de suas marcas, “pinkfloydiou” nos nossos ouvidos, arrancou sorrisos e decretou: não é mais tempo de dar (ou pedir) colo! É tempo de decolar! E mais - tempo de voar para a ilha mais pinkfloydiana do mundo! Ela foi, levou-nos junto. Mas nós ficamos, e ela também ficou! Não há a menor sombra de adeus! O Clã é um clã! Em clãs, seus membros estão sempre unidos. Aqui neste clã, desde sua origem (em três cidades diferentes), o convívio é sensorial e intenso. Dispensa Wi-Fi! Sim, o Clã decolou. O Clã está de volta!!! Sem a métrica pulsante de Copas (um post por semana), mas com muita vontade de traduzir aqui a poesia dos dias sempre que ela pedir e/ou possuir uma tradução.

"Tempo de dar colo
Tempo de decolar.
O que há é o que é
E o que será
Nasss...Será?

Nascerá..."

(parte 1, Jeferson / parte 2 [abaixo], Andréa)

         Reinventamos as palavras porque o silêncio fez a sua parte. A arte nos mostra que há ainda vida aqui dentro, no Clã.
        O acaso nos apresentou num daqueles dias de 2004.
        O acaso nos trouxe de volta nos dias de 2015.
        Fizemos do Clã a nossa casa. Nosso Porto. Nosso lugar de voltar quando fosse preciso.
        Nos reciclamos. Batemos asas. Reescrevemos as memórias. Tivemos epifanias de sense8. Estamos na onda do sense8.
        Aprendemos a dançar no caos, com correntes e no escuro. "Do ruidoso sarau entre os festejos" convidamos o silêncio para dançar. Entre as cortes desse tempo todo, aprendemos a cortejar a solidão e convida-la para ver o por do sol...
        Agora, chegou a hora, não é?
        A hora de voltar pra casa.
        Temos as chaves dessa casa que é de três. Dessa vida compartilhada a três.
        Das cartas que construíram a nossa Casa-Clã!
        Um Curinga foi perambular no outro lado do mundo! "Boas lonjuras, Alice" foi o que dissemos pra ela! Mas, a vida é tão grande pra despedidas! E tão curta pra ser previsível!
        Estamos com ela onde quer que esteja!
        Ela está conosco aqui, agora, em todos os momentos!
        E a Casa-Clã tornou -se abraço-casa à espera de mais um encontro, mais um abraço, mais uma lua juntos. E, ainda que a distância prevaleça, estamos aqui!
        A essência permanece!
        Chegou a hora de voltar!

"Reciclar a palavra, o telhado e o porão
Reinventar tantas outras notas musicais
Escrever um pretexto, um prefácio e um refrão
Ser essência muito mais!
Ser essência muito mais!
A porta aberta, o porto , acaso, o caos,  o cais..."
(... – O Teatro Mágico)


sábado, 19 de agosto de 2017

#?!?# Is there anybody out there?

"Well, only got an hour of daylight left. Better get started"
"Isn't it unsafe to travel at night?"
"It'll be a lot less safe to stay here, your father's gunna pick up our trail before long"
"Can Loca ride?"…

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

#53 – Dia do Curinga – Amor Fati Blues.

“– Feliz Curinga! E um Feliz Ano Novo!
Nesse momento, o pequeno bobo da corte ergueu o braço fazendo tilintar os guizos e exclamou:
– Não é apenas um ano que passou! O dia de hoje marca o fim de um longo jogo... Daqui pra frente, o futuro está sob o signo do Curinga. Muitas felicidades, irmão Curinga. O resto eu conto depois...” (O Dia do Curinga – Jostein Gaarder)

“Para o Ano Novo - Eu ainda vivo, eu ainda penso: ainda tenho de viver, pois ainda tenho de pensar. Sum, ergo cogito: cogito, ergo sum [Eu sou, portanto penso: eu penso, portanto sou]. Hoje, cada um se permite expressar o seu mais caro desejo e pensamento: também eu, então, quero dizer o que desejo para mim mesmo e que pensamento, este ano, me veio primeiramente ao coração – que pensamento deverá ser para mim razão, garantia e doçura de toda a vida que me resta! Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas: – assim me tornarei um daqueles que fazem belas as coisas. Amor fati [amor ao destino]: seja este, doravante, o meu amor! Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que a minha única negação seja desviar o olhar! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia, apenas alguém que diz Sim!” (Nietzsche - Gaia Ciência, aforismo 276)


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

#52 – REI DE COPAS – Sobrevivam apenas lembranças cheias de vida...

Os outros três reis do baralho procuraram o rei de copas pra se queixar. Em espadas, concluiu-se com citação que dá de ombros para o poder e suas leis, e, pior, afirma categoricamente que “não interessa o que diz o rei”. Em paus, ao invés de louvar ao poder e a força, ficaram rastros de peso e fraqueza. Em ouros, desprezou-se o metal precioso em favor do valor da vida que quase se desfez em um acidente. E ainda foi colocado que o coração valia mais que a cifra. Foi o próprio rei de copas quem me contou. Em um misto de benevolência e autoridade, com uma espada em uma das mãos e uma cruz em outra, me pediu pra redimir um pouco a imagem dos reis aqui, agora.

Carlos Magno - O Rei de Copas          

Mas os reis, enquanto reis, não tem mesmo muito a me dizer. Seu poder, sua benevolência ou sua tirania não me interessam. Mas se o jogo sujo do poder não me interessa, tenho por isso que odiar um rei como pessoa? Talvez, até mesmo o rei tenha um coração. Talvez o rei também tenha sensibilidade pra, como eu, tocar um instrumento e compor uma canção. Talvez, por baixo da capa e da coroa haja alguém como eu e você. Alguém cheio de dúvidas e que também fica confuso:

"…Well, it goes like this: the fourth, the fifth
The minor fall and the major lift
The baffled king composing Hallelujah..."
(Hallelujah - Jeff Buckley)

Viver é uma questão de ponto-de-vista. Acho que foi a tecla em que mais batemos aqui no Clã. Mudar a perspectiva é um ato revolucionário. Em tempos de instabilidade política, ter a coragem de ignorar a política é uma virtude. Não é que as decisões que os políticos tomam não nos afetam. É que isso é muito pequeno diante do esplendor de vida que se revela aos nossos olhos a cada nascer do sol. Se vou comer em um banquete de restaurante caro, ou se vou achar comida na lata do lixo de uma lanchonete barata, são variáveis muito pequenas diante do valor de um coração que vive e pulsa em nosso peito. Pobre do rei, disse uma vez Raul Seixas. Está condenado a comandar seu povo. Está a mercê de chacotas e ódio de todos os que estão obrigados a se curvar perante si. Pobre rei que pensa governar os homens, mas, como todos nós, está a mercê do reinado do tempo, onde é preciso esperar o momento oportuno pra assistir o pôr-do-sol ou sentir os pingos de chuva. Não vou brigar e nem discutir por cauda de politica. Aos políticos faço apenas uma exigência, aprendida do grego Diógenes – que não tapem o meu sol!
Como rei e comandante do exército que sou eu, decreto agora que sempre haja uma voz pra me lembrar que É HOJE! A vida não tem hora marcada pra ocorrer, ela é sempre agora! Decreto também não me sejam negados a luz, os sons, aromas, sabores e texturas e que, em nome de meus sonhos, minha tropa ataque tudo aquilo que me desfigure e que me afaste daquilo que sou. Decreto que a poesia dos dias valham mais que as lembranças, entretanto, não torno crimes as lembranças, na medida em que elas sejam agradáveis contornos para os dias. Sobrevivam apenas lembranças cheias de vida. E que fique registrado no meu Código Vivíl que, o que vier, seja bom demais, dolorido demais, ou ambas as coisas, seja abraçado com o amor de quem aceita, deseja e procura seu destino. Tudo valerá a pena, basta que apenas que seja sincero e venha do coração.
Como último ato de meu pronunciamento, deixo duas pegadas de vida - uma na boa lembrança de minha ex-professora Sônia Sperandio Adum, que, há algumas horas deixou de viver. Outra no desejo de muita saúde, alegria e força ao meu ex-aluno Maycon Andrey, a quem encaminho uma cópia de meu livro preferido, "O Dia do Curinga".
Obrigado Maycon, tuas palavras (ainda no primeiro naipe, na semana 8 de Espadas) foram inspiradoras e acabaram por rasgar o aparente véu de desértica solidão que pairava sobre o Clã Curinga! Tu foi a nossa maior prova de que, do outro lado das frias palavras digitadas, havia vida!
A todos os que por aqui passaram e que ainda passarão, faço votos de coragem pra correr riscos e seguir aos instintos do CORAÇÃO. Instintos do último naipe da paciência. O naipe da primavera. O naipe que fecha um ciclo iniciado em 2012. Mas o ano de copas ainda não acabou - esta última semana prepara o duplo “Dia do Curinga”, que ocorre a cada quatro anos e, depois de si, traz a tona o início de mais um ciclo em um novo ano de espadas.

“Tudo é questão de obedecer ao instinto.
Que o coração ensina a ter, ensina a ter.
Correr o risco, apostar num sonho de amor.

O resto é sorte e azar.

Tudo é questão de não se negar nada.
A nenhuma força que dê luz, que dê luz.
Seja de Deus ou do Diabo se for claro.
É só pagar pra ver, é só pagar pra ver.

E se por acaso, doer demais.
É porque valeu.

E se por acaso, for bom demais.
É porque valeu.”
(Sorte e Azar – Barão Vermelho)


sábado, 5 de dezembro de 2015

Sempre um renascer poético em copas...

No dia do curinga do ano de copas que antecedeu a este, o sol revelou ao amanhecer um típico dia de final de primavera – sol, céu azul e coração aquecido. Tudo estava combinado para o churrasco de comemoração ao cair da noite.
Aquele ano de copas foi repleto de paradoxos: euforia em conseguir ingressar em uma pós-graduação que sonhava e frustração por perder uma oportunidade de trabalho por conta de um erro burocrático. Alegria pelo nascimento de minha pequena curinguinha Clara e apreensão por conta de um problema no esôfago que a colocou na mesa de cirurgia em seu segundo dia de vida. Presenças inusitadas em minha vida e ausências inexplicáveis...
Toda aquela intensidade ganhou um espaço de canalização – um espaço onde uma grande amiga assumia seu lado “Joker” e colocava-se inteira em prosa e poesia. Que ideia! Rapidamente pedi que ela me ajudasse a criar também um blog. Assim surgiu o “Trágica Mente Falando”. Na sequencia, a Andrea criou seu blog “Desconhecido”. Estava armado o circo. Com os três habitando a mesma cidade, depois de um bom tempo, proporcionamos uma espécie de renascimento do ano de 2007 (o último da graduação). Naquela ocasião, também era ano de copas e, as vésperas do Dia do Curinga estávamos eu, ela, a dama curinga e outros amigos na sala de aula, em uma das últimas aulas do curso, esperando que o curinga aparecesse com seus guizos porta adentro antes da aula de filosofia em que apresentaríamos o mágico calendário de Frode. A presença do pequeno anão de mãos frias podia ser sentida ali... Mas não o vi...
Mas voltando a 2011, foram frequentes encontros regados a chimarrão, vinho, violão, filosofia, poesia... A poesia dos dias era tão intensa, que sempre havia motivos pra esculpir textos em monumento a tudo aquilo que vivíamos... Nossa presença poético-virtual era tão incisiva que, certa vez, por conta nas nossas fotos de perfil com imagens de curinga, Carloz Maltz, baterista fundador dos “Engenheiros do Hawaii”, se referiu a nós no twitter como “Clã Pierrot”... a reação da Tim foi “Clã Pierrot, nada – Clã Curinga!”...
Mas aquele ano de paradoxos, que começou tenso e se tornou o mais espetacular dos anos, guardava em seu ultimo ato, uma dose cavalar de dor. Algo que gritava aos ouvidos palavras de Mário Quintana na voz do Fernando Anitelli: “a felicidade bestializa, só o sofrimento humaniza as pessoas...”.
O dia lindo que amanheceu naquele dia do Curinga e no primeiro parágrafo deste texto, terminaria na UTI pediátrica de um hospital. Meu pequeno curinga, depois de uma intensa gripe insistente, teve uma hemorragia interna e, ao ser examinado, constatou-se o pior – sua imunidade atingira níveis alarmantes. Foram horas com ele ardendo em febre e refletindo nos olhos uma dor que ia consumindo sua frágil vida... Ao invés de música e festa, o final do dia foi ouvindo seus gritos de dor quando os médicos colocavam nele a sonda dentro da UTI. Não posso mais passar por aquele corredor do hospital sem que as lágrimas me venham aos olhos... Depois de viver o pior dia da minha vida, precisei sair do hospital. A UTI não podia ter acompanhantes, mas, no caso dele, foi permitido a presença da mãe.
Bem perto dali, a Tim, sua mãe e nossa amiga Eliane, esperavam notícias. Elas queriam me homenagear com dois mimos de aniversário – um cabo de instrumento de alta qualidade (que uso até hoje), e um livro de um autor que se tornaria uma referencia pra mim – Alberto Caeiro. Mas o mais comovente do livro, sem dúvida é a dedicatória:

  
Foram as únicas pessoas que pude ver naquele dia. Sai de lá com a firme intenção de não ver mais ninguém. Iria direto pra casa, pois, embora fosse meu aniversário, não havia motivos pra comemorar... Quando me despedi das amigas e dei partida no carro, ouvi um pequeno tilintar. Olhei na rua pra ver se havia algum papai noel de shopping perdido, mas não havia ninguém. Passei a lombada e o barulho foi mais forte, parecia estar dentro do carro. Olhei no retrovisor e tomei um susto. Um sujeito baixinho com um sorriso constante me encarava. Parei o carro e me virei pra traz – não havia nada... devia ser delírio por conta do dia pesado...
Quando coloquei o veiculo em movimento, uma voz aguda e sarcástica me disse:
- Cuidado com o ciclista, amanhã pode ser você! – E desviei de um ciclista que, de repente enxerguei na minha frente...
Antes que eu tivesse tempo pra me recobrar do susto e conferir de onde teria vindo aquela voz, ouvi-a novamente:
– Melhor continuar dirigindo e fingir que eu nem estou aqui. Não queremos machucar mais ninguém hoje, não é?
Olhei de lado e lá estava ele. Não havia duvidas! A mesma presença que senti naquele final de tarde no CCH em 2007, sentia agora – Era o Curinga! O mesmo que escapou da paciência mágica de Frode! Não consegui dizer nada além de:
– M...maaas... Co...Como?
– Ouça bem – disse ele – tenho aqui comigo um tesouro e uma missão! Esta ampulheta é mais uma prova da existência da ilha mágica e das cartas que pularam da cabeça de Frode. Esta ampulheta foi feita com madeira colhida na floresta pelas cartas de paus e o vidro soprado pelas anãs de ouros. Os anões de espadas modelaram a madeira e as de copas colocaram um pouco do trigo azul-turquesa que usavam em seus pães e envernizaram... você vai guarda-la até que chegue o momento certo! Antes que comece o ano de copas, vais escrever como um valete no final de um livro sobre sonhos. Semearás o “Clã Curinga” e ajudarás a fazê-lo crescer... Mas ouça bem, só será digna da ampulheta a pessoa que for pequena gigante!
Enquanto desviei por um segundo a atenção pra conferir um sinal de transito, já perto de minha casa, o pequeno clown desapareceu. Em cima do banco, estava a ampulheta que, segundo ele, foi feita pelas cartas de Frode:



 Jamais poderia imaginar que a destinatária da ampulheta estivesse tão perto. Mas foi a nossa dama curinga que, ao transgredir a ordem aqui no clã com um post alheio a qualquer carta, quem me revelou. Quem mais poderia ser tão grande e tão pequena a um só tempo?
A dama curinga mostrou que o clã poderá sobreviver ao final desta paciência... Talvez mais solto, sem a necessidade de um monumento a cada carta/semana... Talvez em melodia e versos... Talvez em silêncio... Deixemos que o vento nos mostre a direção...
O Clã Curinga existe antes mesmo de ser nomeado! Existe há quase 12 anos! Estamos na semana 12 de copas, há 12 dias do fim desta paciência... Se virada 4 vezes, a ampulheta tem duração de 13 minutos e 12 segundos. 13 são as cartas de cada naipe do baralho – uma pra cada mês no calendário do Clã. 12 são os meses convencionais e os ponteiros do relógio... são só números e coincidências em uma vida de números e coincidências...
Não vou usar os níveis de glucose do post anterior, evidentemente (hahahaha), mas deixo aqui as mais sinceras saudações à arquiteta que, a partir de uma simples ideia proposta com palavras de valete (ao contrario), fez surgir este lar virtual.

Faltam 12 minutos pro fim do seu dia - Feliz Aniversário Tim, nossa Pequena Grande Clown!!!