“– Feliz Curinga! E um Feliz Ano Novo!
Nesse momento, o pequeno bobo da corte ergueu o braço fazendo tilintar
os guizos e exclamou:
– Não é apenas um ano que passou! O dia de hoje marca o fim de um longo
jogo... Daqui pra frente, o futuro está sob o signo do Curinga. Muitas felicidades,
irmão Curinga. O resto eu conto depois...” (O Dia do Curinga – Jostein Gaarder)
“Para o Ano Novo - Eu
ainda vivo, eu ainda penso: ainda tenho de viver, pois ainda tenho de pensar.
Sum, ergo cogito: cogito, ergo sum [Eu sou, portanto penso: eu penso, portanto
sou]. Hoje, cada um se permite expressar o seu mais caro desejo e pensamento:
também eu, então, quero dizer o que desejo para mim mesmo e que pensamento,
este ano, me veio primeiramente ao coração – que pensamento deverá ser para mim
razão, garantia e doçura de toda a vida que me resta! Quero cada vez mais
aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas: – assim me
tornarei um daqueles que fazem belas as coisas. Amor fati [amor ao destino]:
seja este, doravante, o meu amor! Não quero fazer guerra ao que é feio. Não
quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que a minha única negação
seja desviar o olhar! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia, apenas
alguém que diz Sim!” (Nietzsche - Gaia Ciência, aforismo 276)
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