quarta-feira, 22 de abril de 2015

#19 - Seis de Paus - HUMANO DEMAIS...

Escrevo esse post no editor de texto do meu celular. Não parece tão poético que algumas palavras nasçam nesta tecnologia, mas diante das poucas brechas que os dias me dão para as rimas e as prosas, o simples fato de parar tudo ao redor para me render às palavras já se torna um verdadeiro carpe diem.

O espaço em branco ao fundo lembra uma tela a ser preenchida. Pergunto-me, incansavelmente, caso eu fosse uma artista... Qual seria a cor da poesia de hoje?

"O mundo é azul... Qual é a cor do amor?" (Cazuza)

O verde simboliza a esperança, ainda que por trás de olhos vermelhos e trêmulos. O amor pode ser polícromo, tendo células simpáticas a toda sorte de adrenalina que corre nas veias...

A poesia de hoje é uma prece, como quem segura nos braços um tesouro e jura, ainda que impotente, o bem maior como garantia...

... Abre o peito como se de aço fosse, para descobrir, secretamente, ser tão vulnerável quanto qualquer ser humano... E por isso, vive!


Segure em minhas mãos, meu amor... E tome para si um pouco desta vida, que roubo dia-a-dia dos teus braços!

"Feche os olhos, tome ar, é hora do mergulho... 
Um mergulho em busca de ar" 
(Engenheiros do Hawaii)

A poesia de hoje é verde, como seus olhos de mar...

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