Se
há duas semanas falei de um inverno rigoroso, hoje falo de um dia de sol e
calor. Um dia de verão extraviado na estação mais fria...
Às
vezes olhar para o céu me dá a sensação de estar sob o mesmo teto de outros
curingas. Quanta vida inteligente já fitou o mesmo céu, com o mesmo sol, a
mesma lua e as mesmas estrelas? Conheço alguns curingas neste planetinha ilhado
neste espaço infinito... Se os gregos imaginavam que os deuses às vezes desciam
do olimpo pra se misturar a eles, pra mim hoje posso dizer que às vezes
curingas se encontram aqui na Terra...
“Fiquei
sabendo que as divindades gregas viviam no Olimpo, uma elevada montanha bem ao
norte da Grécia. Mas de vez em quando elas desciam à terra para se misturar às
pessoas. E eram como grandes curingas no jogo dos homens...” (O dia do Curinga – Seis de Ouros – Jostein Gaarder).
Hoje fiz um desses contatos imediatos. Quando
esses encontros acontecem, na verdade, não há muito que planejar ou fazer pra
tentar aproveitar da melhor maneira... Nunca é possível dizer tudo... Curingas
sempre terão algo pra se inquietar, questionar, expressar... O importante é
sentir o momento e viver...
Se falo de frio e gelo, hoje o falo como
o Duca Leindecker, que cantou seu “Iceberg” em um ensolarado e quente deserto:
Não tenho muito mais o que dizer. Se
Pablo Neruda aconselhou aos seus leitores: “feche os livros e vá viver”, é oque
tenho pra hoje a quem chegou com os olhos até aqui: desligue sua tela (display) e vá viver!

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